SERMÃO DO MONTE

LIÇÃO PARA CÉLULAS

TEMA: A Oração do Pai Nosso

Texto Base: Mateus 6.1-18

 

INTRODUÇÃO

Sem dúvida alguma, um dos mais importantes e práticos ensinos de Jesus no Sermão do Monte refere-se à oração. Jesus teve uma intensa vida de oração, mesmo sendo o próprio Filho de Deus. Ele espera que seus discípulos também pratiquem a oração regular e intensamente. Diferente do que muitos imaginam, a oração do Pai Nosso não é uma reza a ser repetida mecanicamente, mas um modelo de oração a ser seguido.

 

Tomás de Aquino disse que a oração do Pai Nosso é a mais perfeita de todas as orações, pois “contém não apenas todas as coisas que podemos corretamente desejar, mas também tudo o que nos é proveitoso querer”

 

Vamos ler a oração do Pai Nosso em seu contexto, em Mateus 6.1-18, e verificar quantas vezes Jesus se refere a Deus chamando-o de Pai. O ideal é que cada um leia o texto tantas vezes quantas necessárias para memorizá-lo em linhas gerais, e então ser capaz de meditar nele durante o dia.

 

Leitura Bíblica: Mateus 6.1-18

 

Tenham o cuidado de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial. Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu lhes garanto que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará. E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa. Mas quando você orar, vá para seu quarto, feche a porta e ore a seu Pai, que está em secreto. Então seu Pai, que vê em secreto, o recompensará. E quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem. Vocês orem assim:

 

“Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.”

 

Perguntas:

 

1. Quais são as principais características de um pai (o que o pai deve ser como pessoa)?

2. Quais são as principais responsabilidades de um pai (o que o pai deve fazer para o filho)?

3. Quais são os sentimentos, comportamentos e atitudes que um pai responsável e equilibrado comunica aos seus filhos?

4. Como o seu pai tem sido ou foi para você?

 Desenvolvimento 

 

 Vamos considerar as partes mais importantes desta oração modelo:

1. PAI NOSSO, QUE ESTÁS NOS CÉUS!

A primeira palavra que Jesus utiliza nesta oração já é revolucionária e bombástica: ele nos autoriza e ensina a chamarmos Deus de Pai. Ninguém jamais ousou se dirigir a Deus chamando-o de Pai antes de Jesus.

C.S. Lewis, em seu livro “Mero Cristianismo”, comenta: “A doutrina cristã mais eletrizante é a afirmação de que, se nos unirmos a Cristo, poderemos nos tornar filhos de Deus. Diante disso, podemos perguntar-nos: Mas já não somos filhos de Deus? Bem, em certo sentido não há dúvida de que já somos filhos de Deus. Deus trouxe-nos à existência, ama-nos e cuida de nós, e nesse sentido é como um pai. Mas, quando a Bíblia nos diz que devemos ´tornar-nos´ filhos de Deus, evidentemente quer dizer algo bem diferente. A Bíblia diz que Jesus é o “filho unigênito de Deus”, isto é, o único gerado por Deus, o único não criado por Deus. O que Deus gera é Deus, tal como o que o homem gera é homem. O que Deus cria não é Deus, é criatura de Deus. É por isso que os homens não são filhos de Deus no mesmo sentido em que Cristo o é. E este é precisamente o tema central do Cristianismo. Só aqueles que recebem a Cristo como Salvador é que recebem também o direito de se tornarem filhos de Deus.

Por isso é que quando invocamos Deus em oração jamais devemos nos esquecer de que o fato de termos Deus como Pai nos confere direitos e prerrogativas maravilhosos e nos coloca diante de enormes responsabilidades. A cada dia, devemos chamar nosso Deus de Pai, de papaizinho, numa profunda intimidade e liberdade com Ele, e confessar que confiamos e descansamos nEle (veja Rm 8.15).

Quando oramos “Aba Pai” afirmamos nossa identidade: somos filhos de Deus. Quando oramos “Nosso Pai” afirmamos nossa comunidade: somos irmãos e irmãs na família de Deus. Quando oramos “Aba nosso que estás nos céus” afirmamos nossa posição: habitamos um mundo governado por um Deus soberano.

2. SANTIFICADO SEJA O TEU NOME

Santificar é separar, é colocar o nome de Deus acima de todo nome. Santificamos o nome do Senhor quando o invocamos, segundo a nossa necessidade, e confiamos que temos nEle como o “EU SOU” tudo o que precisamos:

 

• Jeováh-Rafá: O Deus que sara (Ex 15.26; 1 Pe 2.24; Is 53.4,5)

• Jeovah-Shalom: Deus nossa paz (Jz 6.24; Jo 14.27)

• Jeovah-Ra’ah: O Senhor, meu pastor (Sl 23.1)

• Jeovah-Jireh: O Deus que provê (Gn22.14; Fp 4.19)

• E muitos outros nomes através dos quais Deus se revela a nós na história.

Afirmar que “santificado seja o teu nome” significa reconhecer que todas as nossas fontes estão no Senhor, que Ele é tudo o que precisamos.

3. VENHA O TEU REINO

Jesus nos ensina a pedir que o governo de Deus se manifeste em nossa vida pessoal, e nossa família, em nossa igreja e em nossa nação. Quando o homem pecou, a terra toda caiu debaixo do controle usurpador e maligno do diabo, por isso tanta desgraça. Precisamos orar para que Jesus restabeleça seu Reino na terra, começando em nós mesmos.

A oração para que o nome de Deus seja santificado tem duas implicações. A primeira é a súplica para que se abrevie o dia em que Deus será glorificado por todos os seres nos céus, da terra e debaixo da terra, agora e para todo o sempre. A segunda é a disposição de cada um que ora no sentido de contribuir para que Deus seja glorificado na história. O oposto de santificado seja teu nome é blasfemado seja teu nome. Aquele que ora não pode ser motivo de desonra para Deus, e por isso mesmo é que ora e pede que o Reino se manifeste em sua vida.

4. SEJA FEITA A TUA VONTADE

Talvez a mais sábia oração que podemos fazer: faça a tua vontade, Senhor. Às vezes não sabemos nem mesmo como orar, então podemos humildemente nos render a Ele e pedir que Ele faça o que quiser da nossa vida. Confiamos em seu amor, seu caráter e que sua vontade é sempre boa, agradável e perfeita (Rm 12.2). Ser um discípulo é seguir a vontade de Jesus. Muitos crentes ainda governam a própria vida e fazem tudo de acordo com seu próprio pensamento. Por isso, precisamos orar todos os dias para conhecer e fazer a vontade de Deus em todas as áreas de nossa vida.

Orar para que seja feita a vontade de Deus é render-se aos propósitos de Deus na história, oferecer-se como instrumento para que o mundo experimente o governo de Deus, sujeitar-se ao domínio de Deus no próprio coração, para que as coisas no mundo dos homens (na terra) aconteçam o mais próximo possível da maneira como acontecem no reino de Deus (nos céus). Em outras palavras, Jesus está clamando para que as pessoas possam experimentar como seria o mundo se a vontade de Deus fosse feita em termos absolutos. Por esta razão, os pedidos “santificado seja teu nome”, “venha teu reino” e “seja feita a tua vontade” não podem ser compreendidos separadamente. Um completa e explica o outro.

5. DÁ-NOS HOJE O NOSSO PÃO DE CADA DIA

O pão aqui pode significar tanto o suprimento material como o espiritual. Jesus deixou claro que ele mesmo é o “pão do céu”, o “pão da vida”, que Deus o Pai tem para dar. O “pão nosso” é o próprio Cristo, ou a plenitude de Cristo em nós. O Cristianismo diz que os apetites humanos encontram plena satisfação em Deus. O pão é o símbolo da satisfação plena, isto é, tudo quanto o ser humano precisa para realizar-se integralmente. E todos sabem que as necessidades humanas transcendem as realidades materiais: “nem só de pão vive o homem”. O Cristianismo não promete posse, mas sim satisfação.

6. PERDOA ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS

Jesus inclui a experiência do perdão na essência da oração. A parábola do “credor incompassivo” (Mateus 18.21-35) nos esclarece o processo, os propósitos e as lições do perdão. A única barreira que o Senhor colocou para as nossas orações é quando não perdoamos. Quando falta perdão, faltam respostas de Deus para as orações. Recebemos perdão se nós mesmos perdoamos a quem nos deve. Porque já fomos livre e grandemente perdoados, liberamos graciosamente perdão sobre os outros.

7. NÃO NOS DEIXE CAIR EM TENTAÇÃO

Somente aqueles que se reconhecem frágeis orarão desta maneira. Devemos orar para que o Senhor nos guarde de cairmos no pecado, como roubo, desonestidades, adultério, fornicação, mentiras, etc. Jesus mesmo nos ensina que devemos pedir pela proteção de Deus em todos os momentos de tentação, porque o pecado cometido gera morte (Tiago 1.15). Morte nesse caso é incapacidade de ação e reação, perda da sensibilidade para a vida. Morto é aquele que tudo experimenta, mas em nada se satisfaz, tudo consome mas de nada se completa. A vida perde a graça, e nada é suficientemente prazeroso e satisfatório. O pecado anestesia os sentidos. O pecado rouba a alegria de viver. O pecado mata. Morto, nesse sentido, é sinônimo de enfastiado: que perdeu o apetite, que adquiriu aversão pelo que antes dava prazer, que repele o que tanto desejava.

Estamos numa guerra espiritual e o diabo é mesmo sedutor e tentador. Por isso, também precisamos orar sempre para que o Senhor nos proteja de todo o mal. A tentação é quase irresistível. “Quase” porque Deus prometeu dar sempre o escape (1Coríntios 10.13).

 

 

CONCLUSÃO

 

A oração termina com louvor e adoração e todas as nossas orações também devem terminar com essa atitude de reconhecimento daquilo que não somos e do que Deus é. Reino, poder e glória pertencem somente a Deus. É a adoração genuína e sincera que trata definitivamente com o nosso ego e nossa absurda independência de Deus.

 

LISTA DO AMOR

– Orem todos juntos pelas lista do amor dos presentes, lembrando de incentivar a todos a Orar, Convidar, Buscar e Cuidar das pessoas de suas listas.

AVISOS:

Segundas-Feiras:

19h00 – ESPORTE BAND

Terças-Feiras:

19:00 – Trilho do Crescimento

20h00 – Noite de Poder

Sextas-Feiras:

19h30 – CONNECT

Domingo: 

18h00 – Culto de Celebração / Culto GP KIDS

PREPARE-SE

 

13/04 – .JANTAR DE CASAIS 19:00 hs.

 

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